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12/08/2017

"A parte mais difícil de ser vegano!"

«A verdadeira dificuldade em ser vegano não envolve comida. A parte mais difícil de ser vegano é dar de cara com um lado mais sombrio da humanidade e tentar permanecer esperançoso. 

É tentar entender porque pessoas boas e caridosas continuam a participar de violência desnecessária contra animais - apenas pelo seu prazer ou conveniência.» 

 vê o video em baixo (6 minutos)


08/06/2017

Alterações climáticas já estão a ter efeitos na saúde dos portugueses

Os problemas respiratórios, cardíacos e as doenças infecciosas aumentam com a subida da temperatura média. O combate aos gases com efeito de estufa é também uma questão de saúde, alertam especialistas em Medicina Interna.

O clima mudou, continua a mudar, mas a maior parte de nós continua a enfiar a cabeça na areia, alheado de uma realidade bem expressa em dados: 2016 foi o ano mais quente desde que há registo; a Organização Mundial de Saúde estima que todos os anos morram 150 mil pessoas por causa das alterações climáticas; atualmente, 96% do território nacional está em situação de seca e só na onda de calor de 2013 morreram 1 700 portugueses por problemas de saúde relacionados com a temperatura extrema.

Num inquérito feito aos especialistas em Medicina Interna, 90% deles afirmou que "as alterações climáticas já estão a ter efeitos na saúde dos portugueses", revela à VISÃO o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), Luís Campos. As doenças respiratórias são as mais referidas pelos médicos portugueses, sendo os grupos mais frágeis, como os idosos, as crianças ou os que vivem em piores condições de habitação ou alimentares os que mais sofrem. 



A nível mundial, têm vindo a aumentar os AVC, a doença coronária, a bronquite crónica, as doenças infecciosas, e ainda as patologias relacionadas com a qualidade da água, como a cólera, ou as que são transmitidas por mosquitos, como a malária e o dengue. Também aumentam as vítimas de catástrofes naturais, como as cheias ou os furacões, os problemas mentais em pessoas obrigadas a emigrar.

Por altura do Dia Mundial do Ambiente, celebrado a 5 de junho, a Sociedade alertou médicos e sociedade em geral para os problemas relacionados com a subida da temperatura média, reforçando o papel de cada um de nós.

Também é objetivo das SPMI que a atenção ao ambiente comece nos próprios hospitais. "Os hospitais são responsáveis pelo consumo de 11% da eletricidade e 18% do gás natural. São ainda produtores de 108 mil toneladas de resíduos", avança Luís Campos. "O combate às alterações climáticas deve ser uma prioridade e o setor da saúde devia dar o exemplo", sublinha o médico.

Pela sua saúde, recomenda a Sociedade, ande a pé, de bicicleta ou de transportes públicos, escolha carros menos poluentes, reduza o consumo de energia, o lixo e a carne na alimentação, coma frutas e legumes de produção local e sazonal, não beba bebidas engarrafadas em garrafas de plástico.

por Sara Sá em Visão

27/12/2016

O Império do Consumo - por Eduardo Galeano


O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran da televisão. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?

A explosão do consumo no mundo actual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia.

E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar. A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam do ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.

O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas a luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas à insónia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar.

Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.

"Gente infeliz os que vivem a comparar-se", lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideu. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. "Quando não tens nada, pensas que não vales nada", diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: "Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e suando em bica para pagar as prestações".

Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.

O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a "obesidade severa" aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos.

Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado. O país que inventou as comidas e bebidas light, as diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel para trabalhar e ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.

Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que vêem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um património colectivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos.

Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald's, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.

O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald's não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald's dispara hambúrgueres às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro.

O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald's de Moscovo, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloquência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.

Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados a liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald's viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera.

Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas em 98, outros empregados da McDonald's, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.

As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo.

Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório. Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra.

Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juro que este ou aquele banco oferece.

Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.

As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas.

Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário. A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa.

A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista.

A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.

Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos.

Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios.

Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes. As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam vêem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama.

Apinhados em tugúrios, a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram. Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades.

Disse que as cidades cresciam "porque as pessoas têm o gosto de juntar-se". Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas?

O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de autocarros e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.

O centro comecial, ou shopping center, vitrina de todas as vitrinas, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante.

A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete.

Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça. Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao centro comercial, como antes iam ao centro.

O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores.

Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas. A cultura do consumo, cultura do efémero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade vender.

As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera.

O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os centros comerciais, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.

Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo?

A sociedade de consumo é uma armadilha caça-tolos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta.

A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um centro comercial do tamanho do planeta.



Eduardo Galeano

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RiseUP Portugal

26/12/2016

As 10 empresas que controlam tudo o que compra

Apenas 10 empresas controlam quase todas as grandes marcas de alimentos e bebidas do mundo.
Empresas como a Nestlé, PepsiCo, Coca-Cola, Unilever, Danone, General Mills, Kellogg’s, Mars, Associated British Foods e Mondelez, têm receitas que ascendem aos vários milhões de euros por ano e controlam quase tudo o que compra.

Num esforço para empurrar estas empresas a fazerem mudanças positivas e para que os clientes percebam quem controla as marcas que estão a comprar, a Oxfam criou uma infografia que mostra como as marcas que consumimos estão interligadas entre si. Imagem em XXL


Nestlé
Receitas de 2015: 77.8 mil milhões de euros | A Nestlé inclui algumas marcas que vão desde comida de bebé, a pizza congelada até aos chocolates.

Kellogg's
Receitas de 2015: 12 mil milhões de euros | Alem dos cereais Froot Loops e Frosted Flakes, a Kellogg's também é dona de marcas que incluem a Eggo, Pringles, e Cheez-It.

Associated British Foods
Receitas de 2015: 14.85 mil milhões de euros | Esta empresa britânica detém marcas como os cereais Dorset, o chá Twinings e a retalhista Primark.

General Mills
Receitas de 2015: 15.85 mil milhões de euros | A General Mills é mais conhecida por ícones de venda como Cheerios e Chex mas também é proprietária de marcas como a Yoplait, Hamburger Helper, Haagen-Dazs e Betty Crocker.

Danone
Receitas de 2015: 22.27 mil milhões de euros | Mais conhecido pelos iogurtes Activia, Yocrunch e Oikos, a Danone vende também produtos de nutrição médica e água engarrafada.

Mondelez
Receitas de 2015: 26.5 mil milhões de euros | Esta empresa centrada nos snacks de lanches, inclui marcas como Oreo, as pastilhas Trident e Sour Patch Kids.

Mars
Receitas de 2015: 29.5 mil milhões de euros | Mars é mais conhecida pelas suas marcas de chocolate, como por exemplo M & M, mas também é dono do arroz Uncle Ben, Starburst e das pastilhas Orbit.

Coca-Cola
Receitas de 2015: 39.6 mil milhões de euros | A Coca-Cola move-se para além dos refrigerantes com gás, com marcas de bebidas que incluem a Dasani, Fuze e Honest Tea.

Unilever
Receitas de 2015: 52.8 mil milhões de euros | A Unilever tem uma lista diversificada de marcas que inclui o spray corporal Axe, o chá Lipton, os gelados Magnum e a maionese Hellmann.

PepsiCo
Receitas de 2015: 56.6 mil milhões de euros | Além da Pepsi e de outros refrigerantes, a PepsiCo também é dona de marcas como Quaker Oatmeal, Cheetos e Tropicana.

RiseUP Portugal

20/06/2016

O mito das vacas felizes nos Açores

A campanha de animais felizes está a chegar a Portugal, pela marca açoriana de lacticínios Terra Nostra. Esta campanha que pretende envolver os 500 produtores de leite dos Açores, que terão de cumprir uma rigorosa lista de normas para poder ter o selo de “felicidade” nos seus produtos.

Mas o que está por trás de um selo de vacas felizes?

Ainda há muitos de nós que não conhecem a verdadeira origem do leite. Ainda faz parte do senso comum que as vacas nos “dão o leite” como uma oferenda divina. Mas nada pode estar mais longe da verdade.

A vida de uma vaca explorada para a produção de leite é tudo menos feliz. Para tentar perceber melhor, vamos seguir as etapas da vida de uma vaca feliz:



Inseminação artificial

Os animais não humanos, assim como os humanos precisam de engravidar para poder produzir leite. As vacas não são excepção. Para poder manter as vacas a produzir leite e ter uma exploração lucrativa, os animais são inseminados artificialmente num processo que se assemelha a uma violação. O processo de inseminação é um processo invasivo e que causa muito stress aos animais que são sujeitados a ele. (alternativas vegetais dos lacticínios)

Gravidez, nascimento e separação

Mesmo antes do nascimento dos bebés, as vacas começam a ser ordenhadas diariamente por máquinas que lhes extraem o leite. Quando nascem os vitelos, eles são separados das mães, que choram desesperadas por eles durante dias. Os bezerros podem ser mortos (gera lucro ao produtor) ou podem viver mais uns dias.

14/06/2016

ASPARTAME Um aditivo, muitos riscos !

A indústria desenvolveu vários adoçantes artificiais que tornam os alimentos doces mesmo sem açúcar. Em Portugal, o aspartame é um dos mais utilizados e pode ser encontrado em iogurtes, bebidas, cereais, sobremesas e até chicletes.

Embora autorizado para consumo, o consumo de aspartame é controverso e diversos especialistas acreditam que é um aditivo alimentar perigoso. A verdade é que já fez parte da lista de substâncias usadas em guerra química.

Existe documentação relativa a casos clínicos de certas doenças graves, como a esclerose múltipla, lúpus, perdas de memória, depressão e até doença de Parkinson, que nalguns casos responderam bem à eliminação deste adoçante da dieta. Alguns dos doentes ficaram totalmente livres de sintomas … desde que não tomassem aspartame.

A investigação publicada inclui trabalhos que não encontraram nenhum problema com o aspartame. Mas há também artigos onde se aponta para cancro e degeneração do sistema nervoso central como possíveis consequências do seu consumo. 

E você, usa aspartame?


*Autoria da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto.

Coloque questões por email para » questoesbiotecnologia@porto.ucp.pt

23/04/2016

Cowspiracy legendado

Este é um documentário ambiental que aborda a indústria mais destrutiva que o planeta enfrenta nos dias de hoje. Os governos e as organizações ambientais esforçam-se para esconder da população a verdadeira causa das alterações climáticas e do aquecimento global. 


Neste documentário chocante, porém bem-humorado, é-nos revelado o impacto ambiental da pecuária industrial em larga escala, que é absolutamente devastador para o nosso planeta e oferece um caminho para a sustentabilidade global de uma população cresceste. 

 Por: Kip Andersen e Keegan Kuhn