18/07/2016

Julian Assange: "Google e Facebook recebem mais dados do que a NSA"

O fundador do Wikileaks avança, contudo, que, tendo em conta que a NSA vigia estas empresas, acaba por deter toda a informação. Assange assegura que o "capitalismo de vigilância" é o novo modelo de negócio mundial.

Durante um seminário internacional em Santiago do Chile sobre "Liberdade de Expressão, Direito à Comunicação Universal e Media Plurais para as Democracias do Mundo", no qual Assange participou via skype, o fundador do Wikileaks referiu que Sergéi Brinn, Larry Page e Mark Zuckerberg sabem mais coisas sobre os norte americanos do que a própria Agência de Segurança Nacional (NSA).

O jornalista sublinhou, no entanto, que, tendo em consideração que a NSA acaba por vigiar estas empresas, “inteira-se igualmente de tudo”. Assange prosseguiu afirmando que estamos num período em que há uma explosão em massa de informação e que 81 % da publicidade de Internet passa através do Google e Facebook.

"A espionagem aumentará"

"Os direitos de propriedade intelectual são usados para restringir e deter o jornalismo de investigação", assinalou o jornalista. Sobre a vigilância em massa, Assange sublinhou que “a quantidade de espionagem pode aumentar", referindo-se, por exemplo, à forma como o Google ou YouTube utilizam a informação que obtêm através do Gmail. "Realmente extraem o que querem extrair", alertou.

Por exemplo, o Google está a tentar controlar o setor dos transportes. Porquê? Porque tem uma vantagem comparativa de mapas e imagens satélites das ruas, pessoas com telefones móveis a monitorizar o Google Search”, disse Assange, acrescentando que isto se exemplifica com os acordos que estas multinacionais de Silicon Valley têm com companhias militares que seguem a mesma lógica de rastreio de informação.

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