11/12/2016

Por que o novo regime fronteiriço Europeu é disfuncional

Sala de controlo em Lisboa. Foto: Nuno Ferreira Santos
Centros de comando ao estilo militar, bases de dados com milhões de pessoas, vigilância maciça através de drones por controle remoto, pesquisas de biliões de euros e programas nacionais de aquisição. Longe dos olhares públicos, os governos da União Europeia estão a levar a cabo um importante plano de longo prazo para utilizar a tecnologia em grande escala para o controlo das fronteiras europeias.

Na mais recente cimeira em Bratislava, Eslováquia, os líderes dos governos da UE até escolheram a segurança nas fronteiras como o tema de discussão mais importante.
Eles consideraram importante "parar a migração ilegal" e "proteger a segurança do nosso povo", como disse a chanceler Angela Merkel. Ela vê como um novo "espírito de colaboração" numa Europa de outra forma bastante dividida.


Mas será que o sistema de vigilância desejado servirá a sua finalidade?
Vai tornar a Europa mais segura? Nós, Investigate Europe, uma equipe de nove jornalistas de oito países diferentes, tentámos encontrar respostas para essas perguntas.

Durante dois meses, falámos com mais de 200 guardas de fronteira, investigadores, pessoal militar, polícias, peritos em direito, pesquisadores, engenheiros, funcionários da UE, médicos, funcionários municipais e políticos.
Os resultados são alarmantes:

  • Para o novo projecto de controlo das fronteiras da Europa nos anos até 2020, serão necessários seis mil milhões de euros do orçamento da UE e aproximadamente o mesmo montante dos orçamentos nacionais, sem benefícios demonstráveis;
  • A Comissão Europeia e os governos nacionais pretendem abolir leis fundamentais da privacidade e armazenar dados pessoais dos cidadãos em grande escala sem controlo judicial;
  • A Comissão Europeia orientou quase exclusivamente a sua política para os interesses da segurança e da indústria do armamento e permite que os seus representantes influenciem as decisões e os processos legislativos apesar dos enormes conflitos de interesses nos conselhos consultivos;
Sábado, 10 de Dezembro, começamos a publicar em toda a Europa. Clique nos links abaixo para ler mais sobre as nossas revelações na sua língua.

Sábado, 10;
Noruega e Portugal foram os primeiros


Five major papers at the newsstand (Aftenposten, Aftenbladet, Adresseavisen, Bergens Tidende, Faedrelandsvennen): Grenseløs kontroll by Ingeborg Eliassen.

 No Público, Paulo Pena reporta como o exército Português ganhou um concurso para um drone de vigilância. Uma entrada para a sua peça de domingo (11 de Dezembro)


Domingo, 11
Story is breaking in Italy, Germany and Spain. Big web features in Italy and Portugal.

Italy: Great webfeature by Maria Maggiore via Corriere della Sera. She describes the system and its cost: “Il grande afar della sicurezza europea – Ecco quanto si spendi per i controlli” She illustrates it with graphics and videos.

Germany: Cover and big three page spread in Sunday’s Tagesspiegel. Free web version will be available on Monday.

Espanha: Paulo Pena via Info Libre Espanha. Como a UE se rende aos planos dos lobbies de segurança – “La UE se entrega a los planes del lobby de las empresas de seguridad”

Portugal:  Paulo Pena publicou a sua peça no Público em como o medo dos migrantes põe a UE  nas mãos  no lobby da segurança.  "Europa, a última fronteira"

Por Investigate Europe
Tradução RiseUP Portugal

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