14/12/2015

Salgado transferiu milhões de euros através de "offshore" antes de abandonar a liderança

Enquanto se argumenta que Ricardo Salgado não tem dinheiro para pagar fianças, criando aqui um cenário de pobreza do dono disto tudo, digna de alvo da caridade da Sra. Isabel Jonet, servindo isso de justificação para cairem medidas de coacção impostas, lembramos aqui uma notícia de 2014.

Esta informação foi na altura divulgada em vários orgãos de comunicação social portugueses e resulta de uma auditoria ao BES feita pela PricewaterhouseCoopers (PwC) a pedido do Banco de Portugal.

 
Os lesados do BES que aguentem, porque como afirmou o ilustríssimo Cavaco Silva, que nunca se encontra envolvido neste tipo de coisas : "Os Portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo".

Entretanto, os ex-gestores do Banco Espírito Santo (BES) - Ricardo Salgado, José Espírito Santo e Amílcar Morais Pires - estão em vias de reaver os bens que, em Junho deste ano, foram arrestados por ordem do juiz de instrução criminal Carlos Alexandre.
"O ex-presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, retirou várias centenas de milhões de euros da instituição através de "offshore" nas últimas semanas antes de abandonar a liderança.  

A informação foi avançada pela estação televisiva SIC, que teve acesso às conclusões da auditoria ao BES feita pela PricewaterhouseCoopers (PwC) a pedido do Banco de Portugal, cuja intenção era verificar se as medidas que o supervisor ordenou para separar o BES e as restantes empresas do universo Espírito Santo foram cumpridas.

Segundo a SIC, a auditoria mostra que "Ricardo Salgado e a sua equipa fizeram gigantescas transferências de dinheiro para fora do banco através de quatros sociedades 'offshore'" com sede nas ilhas britânicas do Canal da Mancha. Isto, durante as últimas semanas em que os vários responsáveis desempenhavam cargos no Conselho de Administração do BES, depois de o Banco de Portugal ter decidido que tinham que se afastar da gestão do banco. Por isso, está em causa a alegada "prática de atos ruinosos de gestão", de acordo com a legislação em vigor.

As "offshore" foram usadas "secretamente" para pagar muitos milhões de euros a beneficiários desconhecidos, isto quando "a hecatombe [do Grupo Espírito Santo, do qual o BES era o principal ativo] já tinha começado", relatou a SIC. As suspeitas indiciam que as transferências tenham beneficiado membros da família Espírito Santo, sendo que a 3 de agosto foi descoberto um buraco adicional de 1,25 mil milhões de euros nas contas do BES, segundo a SIC, que especifica ainda que 300 milhões de euros tiveram como destino a Venezuela.

Caso estas suspeitas se confirmem, está-se perante um caso de violação das regras de gestão das entidades bancárias, com consequências criminais. A 3 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.

No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas, enquanto no 'banco bom', o banco de transição que foi designado Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos."

no JN a 09/11/2014

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