14/06/2016

A multinacional Monsanto inventa a "Abelha Transgénica"

Segundo o site francês Science Info, o gigante norte-americano em Biotecnologia Monsanto desenvolveu a primeira abelha transgénica capaz de suportar uma enorme quantidade de pesticidas neonicotinoides.

Os neonicotinoides são uma classe de inseticidas derivados da nicotina. A primeira vez que foi demonstrada a capacidade inseticida destes compostos foi em 1972, sendo a base deste estudo um derivado heterocíclico do nitrometileno. Este trabalho resultou na descoberta da nitiazina, composto que nunca foi comercializado como insecticida mas que serviu de composto líder para a síntese de todos os neonicotinóides. O uso de alguns elementos da família dos neonicotinoides foi proibida na Comunidade Europeia e noutros países, após estudos evidenciarem correlações entre o seu uso com o desaparecimento de colónias de abelhas.

Em Janeiro de 2013, a EFSA (European Food Safety Authority), estabeleceu que os neonicotinodes possuem um risco inacreditavelmente alto para as abelhas e que a indústria financiou agências reguladoras para que estas divulgassem apelos de segurança em prol de seus produtos.Estudos de um grupo de Harvard (publicados na revista Bulletin of Insectology), confirmou tais relações entre os venenos inseticidas e o desaparecimento de colónias de abelhas no inverno.

Outro estudo, de um grupo italiano (publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America em Outubro de 2013), já havia demonstrado que os neonicotinoides desregulam o sistema imunitário das abelhas tornando-as susceptíveis a infecções de vírus contra os quais elas eram resistentes antes do contacto com com os venenos.

Neonicotinoides inseticidas são substâncias tóxicas utilizadas principalmente na forma de pesticidas na agricultura tradicional. O seu grau de toxicidade e disseminação persistente na natureza representam grandes problemas para as espécies vivas, como as abelhas. Muitos apicultores apontam estes factores para explicar o “colapso da síndrome da colónias de abelhas”.

A grande invenção da Monsanto teve como argumento um profundo compromisso com a proteção da biodiversidade e um desejo de melhorar e proteger o nosso ambiente: "Estas abelhas transgénicas podem suportar aplicações de pesticidas sete vezes maior do que as doses máximas atualmente permitidas pelos órgãos reguladores", diz o director de pesquisa da empresa.

E ao que parece, as abelhas transgénicas já são mais uma patente da Monsanto. A sua composição genética foi modificada e não poderão dar à luz a futuras mães rainhas. "A Monsanto oferece diferentes pacotes de rainhas transgénicas adaptadas às necessidades específicas de apicultores (colónias de 500, 5.000 ou 50.000 unidades)."

A maravilha da polinização é algo extraordinário e magicamente perfeito! Precisamos de abelhas transgénicas e ainda por cima patenteadas por uma empresa destas?

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