30/06/2016

Schäuble: Especular resgastes a Portugal e facturar em juros da dívida com isso?

A confusão partiu de uma conferência, esta quarta-feira, em Berlim, onde participava o ministro alemão das Finanças. Segundo a agência de informação financeira Bloomberg, Wolfgang Schäuble disse que Portugal estaria no processo de pedir “um segundo programa” de resgate e, segundo o governante, estaria a "consegui-lo". 


Minutos mais tarde, o ministro alemão corrigiu as declarações e esclareceu, em resposta aos jornalistas, que “os portugueses não vão precisar de um segundo resgate se cumprirem as regras europeias”. 

Pressão política. É desta a forma que analistas e economistas veem as declarações do ministro das Finanças alemão sobre Portugal poder arriscar um segundo resgate. Wolfgang Schäuble suavizou depois o discurso, mas os juros da dívida pública portuguesa acabaram por subir em todos os prazos.


Como disse o economista Carlos Paz: "Gostaria de conhecer os movimentos (compras, vendas e futuros), dessa meia hora, feitos sobre a Dívida Pública portuguesa (e/ou respectivos seguros e produtos de garantia), pelas duas sociedades de investimento controladas por Wolfgang (Schauble)".


"Elas tiveram como imediata consequência a subida das taxas de juro da dívida portuguesa, além de serem, evidentemente, um ataque inaceitável, de natureza especulativa e totalmente falsa, feito por uma país membro da União Europeia contra outro país com o mesmo estatuto. O ministro alemão deveria ser levado a juízo pelo Estado Português, sendo judicialmente responsabilizado pelas declarações falsas que produziu intencionalmente e com dolo evidente. Isto não é uma choldra nem uma estância balnear onde os alemães podem vir apanhar o sol que Deus lhes tirou por castigo. Isto é uma Nação com quase mil anos que não pode estar sujeita à sabotagem deste mesquinho franco-atirador sentado." - por Bruno Santos no blogue Aventar.







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