01/12/2015

A Ilha de Lixo do Pacífico (8 vezes maior que Portugal)

A Grande Ilha de Lixo do Pacífico, chamada ainda de Grande Depósito de Lixo do Pacífico ou a Grande Sopa de Lixo do Pacífico, foi descoberta inicialmente por Charles J. Moore em 1997, e é uma zona do oceano Pacífico que se encontra coberta de lixo à superfícei. 

Desde então, muitos têm comprovado a existência desta ilha. Os dados não são exactos, mas alguns já estimam que a área envolvida na descoberta seja duas vezes o tamanho do estado americano do Texas, ou seja, 8 vezes o tamanho de Portugal Continental, composta principalmente por milhões de toneladas de plástico (garrafas, embalagens, etc), proveniente das costas marítimas, empurradas para lá pelas correntes marítimas.

Recentemente, vários investigadores voltaram com Moore ao local e descobriram que existem outras ilhas permanentes de lixo à volta deste gigantesco mar de resíduos. O regresso de Moore a esta porção de lixo teve como objectivo avaliar o impacto deste na vida marinha. Desde que encontrou este mar de plástico, Moore criou o Algalita Marine Research Institute, uma organização sem fins lucrativos focada na redução da poluição marinha.

Há alguns anos que os cientistas apresentam dados preocupantes sobre a poluição marinha: seja a existência de partículas de plástico em áreas muito remotas do oceano, seja a descoberta de grandes acumulações de lixo.  

Foram identificadas milhões de partículas de plástico que flutuam e se acumulam à volta dos cinco grandes giros existentes nos oceanos mundiais (Atlântico Norte, Atlântico Sul, Oceano Índico, Pacífico Norte e Pacífico Sul), acumulações essas criadas por correntes oceânicas circulares, que fazem os detritos ora concentrarem-se no seu centro ora serem expelidos e gravitarem nas zonas adjacentes. 

É para estas áreas que convergem dezenas de milhares de toneladas de lixo plástico que se vão degradando e entrando na cadeia alimentar dos seres vivos marinhos, com consequências devastadoras. Estima-se que morram cerca de 1 milhão e quinhentos mil animais (de aves a peixes, tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias) todos os anos, devido à ingestão de plástico.

A "Grande Ilha de Lixo do Pacífico" é talvez o fenómeno mais extremo, documentado e conhecido. Mas várias "sopas de plástico" ou praias onde dão à costa toneladas de detritos têm sido alvo de investigação. 

Em 27 de abril de 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambiciona dar visibilidade mundial à esta "catástrofe ecológica", contando com o apoio de um grupo de estudos para trazer imagens e observações científicas. Segundo Deixonne, ecologistas e cientistas são os únicos interessados em sanar o problema, uma vez que a área oceânica onde se localiza a massa de dejectos "se encontra em águas pouco transitadas pela navegação mercantil e turística".

Enquanto isso ... os oceanos vão-se tornando num enorme balde do lixo do capitalismo irresponsável, do consumismo desenfreado e do crescimento económico. Estaremos todos de parabéns por isto?

5 comentários:

  1. E claro como está longe de tudo também não interessa a nenhum país ou a nenhum conjunto de países limpar aquilo

    ResponderEliminar
  2. Não duvido que exista .... porem, a tanto tempo que se fala disso e pergunto-me onde estão as fotos as filmagens ... etc

    ResponderEliminar
  3. Há 5coisas a fazer: 1) Ir para o sítio e recolher para reciclar, 2 Educar para não atirar com este lixo para sítios não controláveis, 3) Dar alternativas aos utentes para usar recipientes biodegradáveis, 4 Reduzir a produção dos plásticos, produzindo apenas as peças dificilmente substituídas, 5 proibir e punir.

    ResponderEliminar
  4. E.....para piorar, juntem-lhe os mísseis no oceano....

    ResponderEliminar